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terça-feira, 10 de abril de 2012

Em cartaz, comerciante fixa dia para ser roubado em SP

Thief Indignado por ter sua joalheria furtada no último fim de semana e descontente com o trabalho da polícia, um comerciante de São Manuel (259 km de São Paulo) resolveu fazer um apelo aos ladrões. Afixou um cartaz na porta do estabelecimento decretando que é proibido atacar o comércio durante os fins de semana.

"Fica permitido roubos e furtos somente nos dias úteis (sic)", diz o cartaz. A mensagem também estabelece um teto para ser levado. "Devido aos grandes prejuízos, os roubos ficarão limitados a um montante de, no máximo, um salário base."

O comerciante José Valter Maestá diz que, desde 2000, a joalheria já foi assaltada seis vezes. Ele diz que ainda se recuperava de um prejuízo de R$ 60 mil, resultado de uma investida em novembro de 2010. Na madrugada do último sábado (7), três homens estilhaçaram a porta de vidro da joalheira e furtaram R$ 40 mil em alianças e semijoias.

Câmeras de segurança da loja e de estabelecimentos vizinhos flagraram a ação dos bandidos. Um deles, ao perceber que era filmado, resolveu levar o monitor onde apareciam as imagens. Deixou para trás a CPU, onde o furto ficou registrado.

O comerciante diz que a Polícia Civil informou que só poderia ir à loja na segunda-feira (9), o que revoltou Maestá. "Durante o sábado liguei inúmeras vezes para a polícia para [ela] pegar os vídeos meus e os dos vizinhos e eles [os policiais] disseram que só tinham pessoal para investigação na segunda-feira. Sabia que isso dava ao ladrão condições de se livrar do flagrante", afirmou.

Pelo recado dado no cartaz, José Valter Maestá demonstra que não acredita que os bandidos serão capturados. "Na improvável hipótese de serem pegos, talvez, quem sabe, poderão ser punidos pela lei."

O delegado da cidade, José Mário Toniato, nega que tenha havido demora para começar as investigações e diz que já identificou os suspeitos. "A Polícia Civil foi sim [no sábado]. Fizemos o que tínhamos que fazer. Estamos trabalhando diuturnamente, mas é demorada uma investigação desse porte", afirmou Toniato.

Fonte: Folha.com

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